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Adeline Delgado

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Alegre, descontraída, otimista e com fé em Deus:"Uma pessoa comum, um filho de Deus...". Gosto de psicologia, comunicação,moda, artes...de observar, ouvir e contribuir com pessoas!

6 de jan. de 2023

                                                         

                      

                      Quanto tempo para ler um livro?

Antigamente eu me cobrava ler um livro por semana, especialmente em janeiro, por estar normalmente em férias do meu trabalho. Durante o ano era mais compassiva comigo mesma e me permitia um livro por mês. Agora, no entanto, já não tenho tanta pressa, assim como não tenho tantos encontros para saborear conversas sobre nossas leituras. Não fiz as contas, mas creio que levei quase um ano para terminar o saboroso "Talvez você deva conversar com alguém". Grifei-o; anotei comentários de rodapé, assim como parei diversas vezes para refletir sobre meu desejo de ser mais útil às pessoas, com a formação em psicologia. "Por que não posso somente ser?" Foi assim, com essa reflexão que ecoou em mim, que a autora encerrou o ultimo capitulo.

Confesso que o tempo decorrido foi por muitas vezes, por estimular a minha reflexão sobre a própria vida, as escolhas que estou prestes a me decidir, bem como análise apurada do comportamento de alguns terapeutas. Os terapeutas não realizam  transplantes de personalidade, apenas ajudam a aparar as arestas.

Alguma reflexão trará aqui para você. Uma analogia perfeita sobre problemas pessoais: Em um desenho animado em que um prisioneiro balança as grades desesperadamente tentando escapar, mas tanto à direita como à esquerda, a cela está aberta e ele só enxerga a situação paralisada em sua frente. Isso acontece com a maioria de nós quando nos sentimos empacados em nossas celas emocionais. Liberdade envolve responsabilidade, e existe uma parte na maioria de nós que acha a responsabilidade assustadora. Seria mais seguro ficar na prisão? Isso é algo que estão fazendo comigo, ou eu estou causando a mim mesma?

Dá para entender porque algumas literaturas são tão densas. Elas nos encontram, nos questionam e por vezes nos despertam.

Refletindo sobre os terapeutas, frequentemente o paciente abandona a terapia por descobrir a humanidade em seu terapeuta. Quando ocorre isso? Encontro na rua, fotos pessoais nas redes sociais, por exemplo. Por outro lado algumas pessoas se dizem viciadas em terapia. Ou seria trocar o termo para viciada no terapeuta? Em inglês se escreve Therapist e é soletrado da mesma maneira que The Rapist, “o estuprador”... Uma piadinha para quebrar o gelo. Muitas vezes é difícil estar ali com alguém que você não conhece. Mas a vantagem de sê-lo, um desconhecido, é o sucesso destes encontros. Os terapeutas são treinados para escutar também o que não é dito. Você não esta ali para se aconselhar com o terapeuta, mas para se aconselhar com você mesma, reconhecer sentimentos que por vezes foram desconsiderados na infância. Quando a criança está brava e é minimizado o que ela sente... ”isso é uma bobagem, só por isso você está bravo?” – Quantas vezes não fizemos isso com nossas crianças na melhor das intenções desviando a atenção para algo mais sério, mas que nem cabe entrar em questão. Compartilhar verdades difíceis trás um custo, a necessidade de encará-las, mas também há uma recompensa: a liberdade. A verdade nos liberta da vergonha.

Lembrando-se de outro livro que li nesse interim, do Victor Frankl, sobre a logoterapia (terapia do significado), enquanto Freud acreditava que as pessoas são impulsionadas pelo prazer, a busca-lo evitando a dor, Frankl defendeu que o impulso fundamental do ser humano é o de encontrar significado em suas vidas, em lugar da busca pelo prazer. “Tudo pode ser tirado de um homem, menos uma coisa, a ultima das liberdades humanas: escolher uma atitude em qualquer série de circunstâncias”, afirmou Frankl.

Entre o estimulo e a resposta está o nosso poder de escolha, e em nossa resposta está nosso crescimento e a nossa liberdade.

 

 

 

13 de mai. de 2019

O que é SUCESSO ?


#tbt. Lá se foram 39 anos e as meninas lindas estão "bombando” com seus talentos. refiro-me a um editorial como modelo para a capa da revista Manchete- Block Editora. Certa vez, eu mesma publiquei esta foto anos atrás, mas de vez em quando, o Facebook a dispõe nas “lembranças". -Até parece que não realizei mais nada tão prazeroso em minhas conquistas profissionais... A verdade é: Rei Pelé,conhecido mundialmente, está nela. Também a Luiza Brunet e a Xuxa são extremamente famosas, principalmente no Brasil. A Marcia Brito é atriz a ativista. Quanto a mim, larguei a vida de modelo exatamente após esta capa, quando todas estavam começando como modelos. Nunca mais fiz nada em âmbito nacional. Tenho orgulho sim, desta época, porque a minha conquista foi quando não havia redes sociais, não havia telefone celular, e nenhuma modelo saía para fora do país se realmente não fosse top, além ser especialmente convidada por uma boa agência internacional. A dedicação era exclusiva e encarava-se muita fila de “casting” nas agências.  Tranquei a faculdade, vendi o meu primeiro carro, e com a renda do meu apartamento e o dinheiro da venda do carro fui preparada para as conquistas rumo ao sucesso no mundo da Moda, o qual desejava desde os 15 anos. Eu tinha cinco desejos desde os 15 anos de idade, logo após a morte do primeiro homem que realmente me amou: meu pai!
Eram estes: ser modelo de passarela, morar em New York, as faculdades de jornalismo e a de psicologia, e me casar.
Fui morar no RJ a contragosto de minha família e atrás do meu sonho. Tinha 18 anos. Muito imatura e sempre muito determinada. Sabe o que fiz após esta capa sair nas bancas de revistas?
Era véspera de natal e virada de ano, então voltei à Brasília para comemorar as festas natalinas e o início do sucesso nacional com a família, meus amigos e profissionais que me apoiavam. Em Brasília eu não era "mais uma"! Eu saí de Brasília, mas não conseguia me afastar da moça afetiva e carente que desejava realizar os tais sonhos, porém casada e com filhos! A minha vida afetiva acabou norteando o meu destino. Acabei não voltando ao RJ e me desliguei da Editora Block por telefone. Levei uma enorme bronca do diretor da Manchete, que deixou uma correspondência em meu apartamento no Leblon com a revista e um bilhete: -“ Tantas percorrem anos a fio, atrás de uma capa qualquer, e você foi convidada para esta edição especial da capa da Manchete. Desejo sorte nesta caminhada em que 90% é suor e apenas 10% muito talento. Carinhosamente, Célio Lyra”. Casada após seis meses e com dois filhos, concluí a primeira faculdade, concomitantemente ao casamento e o nascimento dos meus dois filhos. Foi muito gostoso experimentar a tal fama nacional. Esta capa está no museu do Pelé, e alguém me contou que também a viu em Londres em alguma exposição pública. As meninas se referem a mim como: “uma modelo de Brasília’. Com a Luiza mantenho contato refeito recentemente. Com o Pelé, estive diversas vezes como jornalista e ele como Ministro dos Esportes, em Brasília. Com a Xuxa me encontrei três vezes, mas ela já fazia muito sucesso e eu estava no anonimato.

Hoje vejo que sucesso mesmo são as conquistas diárias ao vencer as intempéries da vida de uma mulher comum e anônima. Só fui a New York duas vezes na vida e conheci muitos lugares ícones do turismo pelo mundo dos 33 anos aos 46 anos de idade. Estou casada novamente há 11 anos e aproveitando as três netas que vivem em Brasília. Hoje, tenho pavor de planejar alguma viagem para fora do país que não inclua as minhas netas. Sério mesmo!

Meu maior sonho é reunir meus filhos, os dele, e as 6 netas numa única viagem. Porque isto não acontece em minha vida nem no natal. O que é SUCESSO?

8 de set. de 2015

A gente protesta, fala mal de políticos, posta opiniões sobre o governo em redes sociais. Até aí tudo bem, um direito de todo cidadão de se expressar. Acho muito estranho quando alguém diz que odeia política e que vai votar em branco nas eleições. No mínimo demonstra ignorância quanto ao seu papel na sociedade. Porque embora não goste da má postura de alguns políticos e governantes, não se pode ignorar o próprio papel como cidadão que contribui com impostos para a melhoria de condições de vida em seu país. É como morar numa casa com outras pessoas onde há necessidade de manutenção da própria moradia, em sua estrutura física, quanto a higiene, o conforto, a energia utilizada , infraestrutura, e ainda, uma vez sendo o seu habitat, sendo de sua responsabilidade a manutenção e provimento, delega à pessoas de sua confiança a prestação de  serviços para que a sua residência corresponda ao investimento realizado para a sua sobrevivência e bem estar.....Então quem administra a sua casa trai a sua confiança, desviando verbas, furtando seus objetos, alimentos e materiais contrariando seus princípios como cidadão honesto, que paga os seus impostos, trabalha arduamente para manter a sua sobrevivência e de sua família, ainda mantém o tal gestor administrando e cuidando de sua casa. A mesma coisa é o trato quanto aos nossos governantes.  Considerando que você é uma pessoa honesta e acima de qualquer suspeita, que não foge aos compromissos, vive dentro de seu orçamento, não faz exatamente nada fora da lei, e assim com todo o direito de se expressar contra os que estão fora deste padrão e princípios que norteiam a sociedade de cidadãos de bem, no mínimo ficará indignado. Creio que a sociedade necessita refletir a partir das atitudes individuais de cada cidadão. Coerência é a palavra de ordem. Sendo correto nas pequenas ações serei nas grandes. E Assim assumir seu papel de fiscalizador de seu patrimônio: o seu país!





5 de jan. de 2012

Mandamentos para ser feliz ! Carta aos filhos.

Oi Pripoca!

Agora estou na sala e acabei de ler uma mensagem que minha amiga Jussara enviou-me. Era de um pai que deixou uma mensagem aos filhos e, estou diante daquela mesma árvore de natal que há três anos monto, mas dessa vez, foi você que a montou com a Luíza no seu ventre. De acordo com a tradição a gente desmonta dia 6 de janeiro e este ano só gostei dela porque você estava aqui e a montou. Amanhã ou dia 7, no seu aniversário, eu a desmontarei e guardarei para a Isabelle, você, a Luíza, o Dinho, a Miche e o Rodrigo montarem-na. 

Ano passado gravei um comercial para um banco, em uma cena de natal, e o diretor de cinema me pedia um olhar brilhante de felicidade e narrava: “você está montando a árvore de natal, tem que fazer cara de feliz, porque estará reunindo a família!” Gravei repetidas vezes essa cena... Ele queria um “take” em meu olhar, que ele dizia ser bonito porque brilhava naturalmente! Necessito desse brilho no olhar no final de 2012, ou a promessa de nos próximos anos, ou em algum, isto acontecer! Preciso dessa fortuna sim!

Remete-me a cena de um filme, em que assisti bem novinha ainda. Em que o personagem do Charlton Heston, pede para mesmo depois de morto coloquem-no uma armadura, e que o ponham a frente da batalha em cima de seu cavalo, para que os inimigos acreditem que ele ainda a está liderando. 
Uma questão de honra? Vence então a honra! 

Voltando ao texto que li enviado por e-mail pela Jussara, com 
28 conselhos de um pai para a construção de uma vida digna, destaco, recordando o que sempre falei a você e ao Dinho, seguindo a reprodução de apenas alguns dos 28 itens, com algumas alterações e adaptações feitas por mim, em homenagem aos seus 28 anos de idade! Ainda serve para seu irmão, que agora é pai, e ainda, espero que vocês repassem esses valores às minhas netas! Segue.


-As pessoas te tratarão de acordo com suas atitudes e assim te respeitarão! 

-Seja delicada, generosa, educada, paciente com os menores, e não se ache tão maior assim. Apenas tente ser melhor. Um boa pessoa.

-Persevere e não perca tempo tendo pena de si mesmo, ou chorando muito mais tempo que um leve desabafo! Você sabe que consegue superar e, vire a página.

-Seja refinado sem ser arrogante, apenas um modo gentil e suave de se portar! 

-Sorria para as pessoas e aceite os convites de suas festas o máximo que der! Se a convidaram é porque a querem lá. Se sentirão honrados com a sua presença ou realizados em seu trabalho por cumprir a meta. Essa também é uma forma de demonstrar a eles cortesia e respeito.

-Compense um bom serviço com um reforço de agradecimento, por meio de elogio. Os bons serviços são obrigatórios, mas os prestadores devem ser estimulados.

-Passe sempre uma mensagem de fé e otimismo a você mesma. Essa postura refletirá o brilho de seus olhos às pessoas. Elas gostarão de estar perto de você.

-Aja sempre o mais perto da maneira correta e honrada! Você se sentirá bem e em paz. Compre dentro das possibilidades de pagar. Isso trará tranquilidade.

Procure estar perto dos que ama e conquiste a reciprocidade com o respeito.

Agora reprodução do que recebi com pequenas alterações por mim:

- Seja cortês, pontual, sempre diga “por favor” e “obrigado”. Os outros decidem como tratá-lo de acordo com as suas maneiras.

-Seja generoso, atencioso e tenha compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus próprios problemas. Você vai admirar sua capacidade de abnegação e a recompensa virá do “ALÉM”.

-Mostre coragem moral. Faça o que é certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me olhar no espelho toda manhã, ao fazer meu make-up, e agir para poder não sentir nenhuma culpa ou remorso. Seguindo com a leveza na alma.

- Mostre humildade. Tenha a sua opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a “personalidade”, isto é orgulho, e é desnecessário.

- Aprenda com seus erros. Você vai cometer muitos, então aproveite-os como ferramenta de aprendizado. Se você continuar cometendo o mesmo erro, preste atenção, repetições são sinais de insegurança e baixa autoestima. Cuide-se em tempo de voltar a si mesma!

- Evite rebaixar alguém diante de outra pessoa. Além de lhe fazer ser visto como mau o diminuirá até diante de você mesmo. 

- Se você tiver um problema com alguém, diga a ela pessoalmente. 
Suspenda fogo se alguém importuná-lo, não reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda chance.

- Doe para a caridade e ajude os menos afortunados que você: é fácil e muito recompensador.

- Sempre olhe para o lado bom! O copo está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom.

- Faça seu instinto pensar sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer ‘não’. Use o não como recurso limítrofe e não na ilusão de demonstrar força.

- Seja gentil! Você conseguirá mais do que você quer se der ao outro o que ele deseja.

- Nunca abandone um amigo, por isso escolha-os tão cuidadosamente.

- Sempre trate aqueles que conhecer como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um "puxa-saco".

-Esteja preparado para colocar os interesses de seu irmão à frente dos seus. Altruísmo.

- Orgulhe-se de quem você é e de onde você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é ao mesmo tempo, vital e insignificante. Não cresça mais que o seu tamanho.

-Seja ambicioso, mas não apenas ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho duro. "comerás o pão do suor do seu rosto".

- Viva o dia ao máximo: faça algo que o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação. O dia de amanhã não nos é prometido, mas não abuse do hoje por conta disso.


- Dê o seu melhor no trabalho. Alguns profissionais se esquecem de que os colegas precisam de incentivos. Então, se o seu não o incentivar, incentive-o e também a si mesma.


- Nunca desista! Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por ele.


- Nunca sinta pena de si mesmo, ou pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as coisas.
Meu adendo: Não sinta inveja dos que estão fazendo o que você desejaria fazer ou estar. Nunca se sabe ao certo o preço que estão pagando.

- Cuide de seu corpo que ele é o santuário de sua alma e o que vai falar sobre você.

-Aprenda um idioma, ou pelo menos tente. 

- E, por fim, tenha muito carinho por sua mãe, e cuide muito bem dela.( rs..)

Amo vocês com todo meu coração, e se em algum momento não estive por perto, foi alheio à minha genuína vontade. Fiquem certos disto meus filhos! Como disse
Ortega y Gasset: "O homem é o homem e a sua circunstância".

MÃE !


1 de jan. de 2012

Infelicidade Adoece!

Hoje me olhei no espelho e vi uma mulher de quase 52 anos, com marquinhas finas de rugas de quase também, 52 anos de sorrisos! As pálpebras meio caidinhas em comparação aos traços dos meus olhos até aos 42 anos de idade, além do contorno da face iniciando sinais de flacidez. Serei avó pela segunda vez já em março deste ano. A Luiza, filha da filha Priscila e do genro Rodrigo, está chegando..Quem vai comemorar é a Isabelle com uma priminha bem próxima de sua idade e ter prima deve ser como ter uma amiga meio irmã. Não tive irmã e nem prima, sou única filha entre três homens, mas tive amigas e as tenho ainda, as meio irmãs!
Na adolescência,é deliciosa esta convivência e quando me penso como avó, me coloco proporcionando este convívio entre elas, minhas netas, suas amigas e parentes.
Passei o que denominamos de réveillon, dessa vez em casa, resignada, mas não triste. Passei pensando que deveria estar reclusa, calma e me preparando para ter condições de enfrentar o novo ano, com mais serenidade e lucidez para solucionar o que ainda não está equalizado e ao final de 2012 reunir  a família!( Meus olhos sorriem quando menciono este termo- minha alma infla..rs..)

Planeja, nunca esteve em meu dicionário e dizem que é uma das características de “pessoas fracassadas”(eu hein?!)..sonhar sempre!
Agora, as netas, me fazem refletir sobre minha saúde, minha disposição física, minha condição financeira e meus planos, que não sejam resolver tudo a partir do prêmio da loteria esportiva. Aliás nunca jogo e acabei apostando na mega da virada, além de ganhar um jogo do meu irmão kkkkk, rs..achei engraçado que as pessoas estejam achando que preciso ficar rica, milionária ou mesmo bilionária. Minha filha me perguntou, como boa advogada, quem eu escolheria para administrar meu dinheiro (isso prova a minha falta de vocação para lidar com dinheiro) achei muito engraçado, pois não acredito que seria o meu modo de enriquecer.
Caso minha fortuna viesse fruto de um desses prêmios lotéricos, teria ao menos que pensar na resposta que daria, à pergunta clássica dos repórteres: "o que você faria se ganhasse o prêmio?". Eu obviamente tive que planejar a resposta senão ficaria fora da edição..rs...(seria uma boa não aparecer né?). Óbvio que eu compraria uma casa e ajudaria a família e todos os estranhos que eu quisesse. De inicio eu compraria um jatinho, mesmo antes de uma casa Comprar uma casa e ajudar a minha família, é como normalmente respondem as pessoas não abastadas, como eu.

Fui deixar minha filha gestante, portanto com atendimento prioritário, no embarque de uma companhia aérea brasileira respeitada e a atendente, do guichê especial, além de não dar a devida "atenção especial" permitiu que ela perdesse o vôo, ( pense no sentimento que me sobrevém ainda, quando me recordo!) Isso sem sequer se comunicar via rádio com o colega que encaminha passageiros ao avião, para avisar que uma gestante estava prestes a se encaminhar a bordo, ainda despachando a bagagem. Obviamnete que agindo assim proporcionou à uma grávida perder um o vôo na embromação do mal atendimento. Ela aparentava uma pessoa revoltada, ou por estar ali trabalhando após o natal, ou por ser uma má pessoa mesmo. Fiquei revoltada, mas essa moça me ensinou a praticar o autocontrole e a minha filha nervosíssima, e grávida, me ajudou nisso também. Eu não poderia causar estresse maior a ela! Saí dali com vontade de falar com o cinegrafista que estava registrando o movimento do aeroporto, para matérias sobre o movimento dos aeroportos no final do ano. Pensei em meus amigos jornalistas e esqueci que uma sobrinha que trabalha para o caderno cidades, de um jornal local de Brasília, minha cidade, estava no plantão da redação. Meu genro me pediu isso, mas o caso era demais pessoal, de modo a me deixar completamente alterada, a ponto de não lembrar-me  a quem recorrer. E eu estava depositando muita emoção em minha mente. Muita raiva de assistir a minha filha voltando, do saguão chorando, por não encontrar sequer um atendente da TAM, e ela nem podia correr com aquele barrigão de quase 7 meses de gestação. Meu genro revoltadíssimo me "pingando" no bbm, dizia estar entrando em contato com a TAM e com a ANAC para registrar o ocorrido. Não acredito nessas providências por parte nem da companhia aérea e nem da agência reguladora...infelizmente não acredito !

Ter meu próprio jatinho, também para visitar o filho, Dinho- Armando Neto- e a neta Isabelle, quando eu quisesse, em todos os finais de semana, hummm!!! Eu poderia inclusive dispor meu jatinho para minha família vir me visitar.

Meu "réveillon" foi então, conectada pela internet via telefone, por sms e bbm além do laptop. Não estava e não estou triste. Fiquei sabendo, mesmo assim, que meus dois filhos estão felizes e que minha neta Isabelle está caminhando pela casa e recebendo a família de minha nora Miche. Ainda mais, que meu filho passou o último dia do ano trabalhando com o que buscou e gosta, com uma dose satisfatória de sucesso no próprio negócio, que teve inicio às vésperas do natal. Graças a DEUS!

Quando você tem filhos, deixa de ter sentimentos motivacionais, sabe do tipo âmago do ser? -aqueles apenas "os próprios"! Daqueles sentimentos, que são também genuínos e muito íntimos, passam de segundo a terceiro  plano com o advento de netos! Então, você contraria as mensagens das leituras de autoajuda que definem: "V o c ê tem que estar feliz para estar bem com o mundo", e a minha leitura sobre este tema é que você tem que estar com a mente direcionada para o bem estar incondicionalmente, até por uma questão de sobrevivência. Será que é à isso que se referem? É disso que o Paulo Coelho fala?

Há muito você deixou de ser você, para estar em nome do pai, da mãe, dos filhos e das netas. Estar feliz é uma questão de pré- disposição para ser feliz, haja o que houver, incondicionalmente, assim como seu amor por filhos, irmãos, pais e netos.

Amar companheiro ou marido é condicionado a bem-estar prévio; quando o seu marido ou sua mulher, não for mais gentil, não te ligar dizendo que sente saudades e ignorar a sua presença por estar ocupado, seja com problemas financeiros ou no trabalho, ou mesmo com os próprios filhos, você se sentirá infeliz e não amada. Agora, se seu filho ou seu irmão, não te telefona porque está ocupado você não julga o fato como falta de amor, no máximo, falta de atenção ou consideração, mas entenderá e não admite falta de amor..aff... Jamais !! rs..

Por que a gente não condiciona ao marido e companheiro, este mesmo tipo de postura mental ?

Vi na televisão um casal que está a 70 anos juntos. Mais tempo juntos do que muitas pessoas conseguem sobreviver, ou mesmo que conseguimos conviver, com os nossos "amores incondicionais" e ainda assim, os colocamos na lista dos amores condicionais??

Voltando ao prêmio da loteria, sério mesmo..rs.. Eu compraria um jatinho, mesmo antes de uma casa. Compraria uma lancha, quase um iate, para minha família curtir ao mar,com boa música a bordo, claro. Talvez não comprasse uma casa onde moro, até porque moro numa cidade e vivo em diversos lugares quer onde estejam todos os meus amores incondicionais. Compraria um "AP" no Rio de Janeiro, de frente para o mar e de preferência em Copacabana..rs.. Só para ter a mesma inspiração que o mestre Oscar Niemeyer ao projetar Brasília? Exatamente assim, de um "AP" de frente para o mar de Copacabana e passar maior tempo de minha vida espiando o mundo de lá (estou irônica aqui, com todo respeito ao mestre da arquitetura) Tenho o maior respeito, admiração e tive a grata oportunidade de ir ao "AP' escritório dele, e ser  bem recebida por ele mesmo, ekm pessoa! Adoraria ter a capacidade de ser um dos amigos dele do grupo das "terças filosóficas"!!!! -Este comentário é apenas pra registrar a minha queixa pessoal: adoraria que o Senado fosse no Rio... não dá para perder o humor, né?

De frente para o mar eu escreveria um livro, assim como estou aqui escrevendo e escutando um “long play” tocado na vitrola. Um Litzs.

Na verdade de frente para o mar do Leblon, meu "AP" fruto do prêmio da mega, escreveria um livro depois de caminhar de mãos dadas com o Eduardo, ler muitos outros livros, com certeza geniais, e principalmente em um  dia nublado escreveria.

A minha fortuna não mudaria meu gosto de frequentar o Leblon, de espiar o Chico Buarque caminhando na orla do Leblon à Ipanema e ao final vê-lo tomando sua água de coco. Minha fortuna não me impediria nem mesmo, de tomar um café na livraria e dentro dela escutar os cd`s no headphone e folhear livros e mais livros de decoração a autoajuda..rs..Não deixaria de ir ao cinema ou pegar filmes na locadora e de tomar meu vinho e ir á Igreja Memorial Batista em Brasília nos cultos domingueiros. Com o meu jatinho eu poderia assistir e ouvir a pregação do pastor Josué Salgado, (torcendo para ele ir pregar em uma igreja batista no Rio de Janeiro, mesmo depois de receber a minha "gorda doação" para a igreja de Brasília,- acho que ele iria querer isso sim) putz.... por que não foi dessa vez?

Ano passado li no facebook postagens de obituários de mãe de conhecidas e de amigas, quase todas de minha geração...fora as notícias de amigas com câncer...foi horrível! Antigamente, bem recentemente aliás, tinha que "passar a vista " em obituários dos jornais, quando um amigo não me dava a notícia por telefone. Agora você fica quase um mês sem abrir a página do site de relacionamentos e quando o faz se depara com as más notícias e atrasadas, quando elas não vêm "in box".

O que estamos construindo para nossos netos? Quanta impessoalidade. A gente é que tem que modelar o uso das coisas, que são construídas para nos dar qualidade de vida, e não ser possuídos pelas ferramentas, como marionetes de monstros, que por si só são frios e inescrupulosos. E quando alguém fala mal de outro em mensagem "in box"? Nossa!!!!

FELIZ 2012, simples assim: proponha-se a ser feliz por uma questão de sobrevivência. Infelicidade adoece!


27 de abr. de 2011

RENASCENDO AOS 51 ANOS

“Parabéns Brasília Renascendo aos 51 anos”

Estava dirigindo pela cidade nesta semana quando em um retorno me deparei com uma faixa amarela com esta frase: “Parabéns Brasília Renascendo aos 51 anos”. Pensei: nossa! Está todo mundo sabendo?????.rs

Pois assim, exatamente assim, ando me sentindo atualmente. Só que, não lembro-me se no meu próprio nascimento, eu sofri tanto. Afinal sair do calorzinho do líquido amniótico e se deparar com os barulhos e pessoas diferentes, profissionais que fazem aquele trabalho cotidianamente, sem emoção- e o que é absolutamente normal - pois é o trabalho cotidiano deles- e mergulhada em emoção, remeto-me ao momento mais sublime que é o nascimento de um filho para a pessoa que mais te ama, dentre os outros que emocionados, comemoram seu nascimento. Ainda assim, ela, muito feliz em te vir renascendo para o mundo- sim porque para a sua mãe você já está vivo e com bastante intimidade com ela desde o tempo da gestação.

Pois é, voltando a Brasília, ainda não senti o renascimento da Capital Federal. Creio que está em processo de gestação para o pai,- o senhor Governador.

Um pai e uma mãe que planejam um filho fazem o enxoval contando com uma verba destinada por recursos próprios e para este fim e, seguem estudando e pesquisando informações para não só o parto (eleições), mas para   o processo de formação do filho. Sempre oferecendo o melhor possível e contando com a assessoria mais qualificada para desempenhar o papel de gestor da formação de seu rebento.

Ensimesmada em meus 51 anos, reflito. Estou nesse processo, de rever tudo. Minha profissão, minha relação com a família, minha relação comigo mesma. Delimitar minha área, meu canto, minha posição no mundo em que me coloquei um pouco a deriva. Dói. Dói muito. Afinal estava tão quentinho viver sempre otimista, sabendo que “se algo der errado, “com certeza alguém me ajuda”. Estava tão gostosinho e acolhedor o ambiente da alienação emocional (não encontrei outro termo). Mas afinal terei que sair daqui dizendo: vim, vi e venci. Sempre disse a mim mesma que sairia daqui melhor de como cheguei. Nunca refleti sobre isto a fundo, mas sabia que queria buscar ser um ser humano melhor sempre.

A gente sonha e pensa que traçou uma meta, depois percebe que se distrai e muda o rumo...pode ser ótimo, divertido, mas também pode ser um caminho sem volta. Garantia de voltar não temos, mas procurar o caminho de volta é obrigatório. Há algo de embriagante nisso tudo.
O Ministério da saúde adverte: “não retomar o controle de sua vida faz mal a muitas vidas que você envolve além da sua” (Concluí)
Vamos renascer juntas aos 51 anos Brasília?


1 de jan. de 2011

Por amor

Por amor, assim vivo!
Meus filhos: Armando e Priscila Temperani
Isabelle, minha neta.
Meu marido Eduardo Flaeschen
Minha mãe Célia Accioly Cavalcanti Delgado,
Os irmãos Adriano e Adauto Bezerra Delgado,
Toda a Família "dele" e a minha!
Amigas...adoro-as, mas não podemos conviver muito para não estragar! São como irmãs, mesmo nos encontrando de ano em ano é como se nos encontrássemos diariamente. Sem receios, sem segredos e sem cerimônia!
Os que já partiram: Vó Maria, Vó Mira, Adauto Bezerra Delgado- meu príncipe e pai herói! Meu irmão Adalberto Bezerra Delgado- meu grande amigo e condutor intelectual.
Pessoas maravilhosas que um dia passaram e marcaram meu coração!
Começo 2011 com esta declaração explícita de AMOR!
Deixo aqui um registro, a música do Raul Seixas "Ô Meu Pai". Canção interpretada ao violão por João Pedro- filho de meu amigo Ricardo Teixeira que expressa minha oração diária ao Pai, por mim e pelos filhos!

BENÇÃOS aos meus amores em 2011 !!!!


18 de out. de 2010

O cravo e a rosa...

“O primeiro foi meu pai o segundo meu irmão o terceiro foiiiiiiiiiii ....” Outra: “Contigo aprendí que existen nuevas y mejores emociones Contigo aprendí A conocer un mundo lleno de ilusiones Aprendí A ver la luz del otro lado de la luna”

Contigo aprendi a delícia da admiração, do amor dedicado no olhar cheio de pura paixão e de encantamento.  Sua vida foi intensa. Foi fulgaz...

Contigo aprendo que se ama as diferenças e a diferença nos afasta mesmo com amor e mesmo que ele seja o mais importante entre nós

Contigo aprendi como surgem e se vão os anjos...

Contigo aprendi a amizade do amor de irmão, a nobreza da discrição e a dor em te vir partir

Contigo aprendi que seu amor por mim foi igual ao que sinto agora, e como era acalentador o seu colo e, educativo o seu ralhar.  Ainda assim me faz falta o seu zelo por mim.

Contigo aprendi a ter uma família e o quanto precede maturidade e equilíbrio para esta missão....

Contigo e contigo, aprendo que DEUS existe e por isto vocês são tão bons em suas existências, e muito especiais na minha. Aprendi que basta este PAI.

Contigo aprendi o quanto é bom ser feminina e romancear tudo e, senti o mesmo sentimento da princesa que assiste a morte do rei.

Contigo aprendi o valor do conhecimento, da igualdade e da admiração recíproca.

Contigo aprendi a sinceridade, o egoísmo e o companheirismo convivendo adultamente, a união de uma família, a praticidade dos sentimentos e assim aprendo a entender, observando, o que não sou.

Contigo aprendi o quanto não cresci o quanto ainda tenho 14, 18, 21, 33, 36, 40, 45 e 50 do mesmo modo ainda com vinte anos...

Contigo em especial aprendi que o amor não brota ele nasce com a sua existência para jamais morrer! A benção de envelhecer com o coração renovado do mais puro amor! Te amo Isabelle. Você é a precursora desse amor que vai nascer com todos os netos que como você chegarão!

Minha linda Isabelle!

“O primeiro foi meu pai o segundo meu irmão o terceiro foiiiiiiiiiii ....” Outra: “Contigo aprendí que existen nuevas y mejores emociones Contigo aprendí A conocer un mundo lleno de ilusiones Aprendí A ver la luz del otro lado de la luna”

Contigo aprendi a delícia da admiração, do amor dedicado no olhar cheio de pura paixão e de encantamento.  Sua vida foi intensa. Foi fulgaz...

Contigo aprendo que se ama as diferenças e a diferença nos afasta mesmo com amor e mesmo que ele seja o mais importante entre nós

Contigo aprendi como surgem e se vão os anjos...

Contigo aprendi a amizade do amor de irmão, a nobreza da discrição e a dor em te vir partir

Contigo aprendi que seu amor por mim foi igual ao que sinto agora, e como era acalentador o seu colo e, educativo o seu ralhar.  Ainda assim me faz falta o seu zelo por mim.

Contigo aprendi a ter uma família e o quanto precede maturidade e equilíbrio para esta missão....

Contigo e contigo, aprendo que DEUS existe e por isto vocês são tão bons em suas existências, e muito especiais na minha. Aprendi que basta este PAI.

Contigo aprendi o quanto é bom ser feminina e romancear tudo e, senti o mesmo sentimento da princesa que assiste a morte do rei.

Contigo aprendi o valor do conhecimento, da igualdade e da admiração recíproca.

Contigo aprendi a sinceridade, o egoísmo e o companheirismo convivendo adultamente, a união de uma família, a praticidade dos sentimentos e assim aprendo a entender, observando, o que não sou.

Contigo aprendi o quanto não cresci o quanto ainda tenho 14, 18, 21, 33, 36, 40, 45 e 50 do mesmo modo ainda com vinte anos...

Contigo em especial aprendi que o amor não brota ele nasce com a sua existência para jamais morrer! A benção de envelhecer com o coração renovado do mais puro amor! Te amo Isabelle. Você é a precursora desse amor que vai nascer com todos os netos que como você chegarão!

Minha linda Isabelle!
  

9 de out. de 2010

Isabelle chegou! - confiram seu primeiro depoimento


                  "Como é grande o meu amor por você"

 Cheguei com peso e medida normais, no dia 2 de outubro e já estava louquinha para sair. Minha mãe achava que eu estava com preguiça, andava para lá e para cá, dava voltas ao redor da mesa da sala, se requebrava em cima de uma bola, dessas grandonas que os adultos usam nas academias nas aulas de pilates. Fora que o ultimo passeio e derradeiro, aquele em que ela já não aguentava mais de vontade de me encontrar ao vivo, foi no Iguatemi- ela queria fazer mais caminhadas para ajudar na dilatação. Então aproveitei e escolhi umas meias para minha avó Adeline ir buscar depois. Já estava louca que minha mãe fosse para o hospital.

Cheguei! Vou relatar sobre as minhas avós. Uma mais jeitosa e habilidosa com recém-nascidos (ela é médica) e a outra- que já perdeu a prática-  achou que eu já estava pronta para ficar em pé e nem cuidou meu pescoço molinho quando me pegou no colinho com menos de 24hs de nascida. Minha mãe ficou tão assustada que me pediu de volta..he..he..he..Adorei, já não aguentava mais de saudades do calorzinho dela!!! Quando fui para casa a vovó Adeline não cansava de cantar uma música de um senhor chamado Roberto Carlos: "como é grande o meu amor por você" e ainda não resistiu e me deu um beijo na bochecha que assustou ao papai! Eu ouvi quando ele gritou: "mãe, tá louca, vai deixar o rosto dela roxo e até a tia Pri deu uma cutucada na minha vovó, mas eu nem reclamei, sequer me mexi, porque era o beijo de amor de minha vovó desajeitada...rs..Mas o engraçado mesmo foi meu pai trocando minhas fraldas, toda vez que ele acabava e fechava uma, eu repetia tudo antes que ele colocasse minhas roupas de novo. Ainda mais, não resisto de frio nos pezinhos, choro mesmo se tiram minhas meias! Por isso dei um jeito de ir ao shopping escolher uns pares poucas horas de nascer. Se deixar minhas avós compram tudo que vêm pela frente...
A vovó Carla já está louquinha pra viajar e comprar coisas que são a cara delas: as duas são peruas! Até calça legging de oncinha já tenho, fora o casaco para o próximo inverno que a vó Carla já trouxe no meu enxoval “rn”. O pior é que vou usar tudo em Garopaba mesmo. Lá é praia, sabe, do tipo surf..as minhas avós fashionistas com certeza vão querer dar umas voltas comigo assim mesmo, e lá na praia e, ainda fotografar muito! Genteeeee, vocês precisavam vê o tanto de gente no vidro do berçário quando eu cheguei nos braços do meu pai. Ah! Como ele estava lindo de verde, com roupa de médico cirurgião. Que gato! Mas a tia Pri me fotografou mais que a uber model Gisele Bündchen foi fotografada quando declarada a number one das modelos no mundo! E eu estava só chegando da barriga de minha mãe e nos braços de meu pai. Sou gauchinha também viu??? Me aguardem com novas notícias!

Beijos da Isabelle De Almeida Temperani, filha do Dinho e da Miche! AH! E neta da Adeline- dona deste Blog!


11 de set. de 2010

minha lista em setembro... aos 50 !

Planos!
Vontade de tocar piano com as músicas que nunca toquei, de dançar, de cantar, ler partituras, devorar livros andar de bicicleta, caminhar e correr!
Comer o mais saudável possível e ainda assim saborear chocolates, mesmo que amargos, tomar bons vinhos e comer pães. Assistir a todos os filmes.
Fazer um programa de TV mais divertido e informativo para Brasília, porém, entre amigas!
Meditar
Fazer pilates, melhorar a musculatura, não tomar mais remédios.
Estudar inglês britânico, aprender francês e viajar para praticar.
Conhecer Praga e Londres com o marido.
Encontrar todas as amigas de uma vez em um lugar bem divertido para todas. Fotografar estes momento!
Depois, conversar a cada dia com uma de cada vez. Saber da vida, dos anseios, da história na qual não estive presente.
Enfrentar desafios profissionais.
Construir uma nova casa em que possa fazer um mundo aconchegante, prazeroso e acolhedor para a família e amigos.
Desistir de escrever livro (já plantei árvore) não consegui salvar a rúcula importada de Itacaré-BA que plantei.Aprender sobre cultivos de plantas.
Não pegar sol para ficar bronzeada só porque é mais bonito... manter a pele uniformemente branquinha como sou.
Comer menos glúten e consumir minimamente a lactose, porque assim instintivamente decidi.
Usar todos os sapatos do armário, todas as bolsas, todos os acessórios e roupas para manter apenas o que ficar mais confortável e agradável ao reflexo do espelho neste momento.
Rapidamente desfazer-se das demais, mesmo que novas ou nunca usadas para outros corpos e pessoas que apreciarem e necessitarem.
Manter a FÉ sempre.
Brindar à algumas palavras que começam com F: felicidade ,fé , fraternidade, força, futuro...
Doar mesmo as coisas e objetos que ainda gosto, mas já não uso ou aprecio cuidar.
Fotografar em preto e branco e revelar em casa mesmo. Bem vintage J
Fotografar cenas do cotidiano que os olhos já registram e a mente agradece.
Cada vez mais fé a ponto de contagiar as pessoas.
Cada vez mais generosidade.
Cada vez mais adquirir conhecimento
Sorrir muito
Cumprimentar a todos indistintamente por onde passar cotidianamente.
Enxergar as paisagens, andar a pé, ir mais ao mar, sonhar...
VIVER sem magoar as pessoas nem mesmo a mim...
O mais importante: iniciar imediatamente e continuar!


2 de jun. de 2010

Na passarela aos 50 anos. Um dia de MISS

Minha linda amiga karen, me liga dois meses antes para convidar-me a desfilar para a loja Denise Barbosa no Festnoivas. Aqueles desfiles direcionados às futuras noivas e seus familiares, que necessitam de dicas para sua especial festa. Um evento onde inclui todas as dicas de cabelo e maquiagem, roupas para noivos, noivas, convidadas, madrinhas, mães...
Mães! Foi aí que me encaixei!


Bem na verdade topei de cara por puro saudosismo. Até porque, a bela amiga que me pegou de surpresa foi minha companheira nessa profissão nos anos 80, e explicou-me com todo o cuidado, peculiar à sua personalidade e delicadeza, que o foco era mostrar as roupas em mulheres maduras, justamente que representassem as mães das noivas e noivos. Fora que eu voltaria matando as saudades daqueles tempos e ao lado dela, por quem sempre nutri um enorme carinho desde nossos 14 anos de idade.

Só que... surpresa! Eu estou 10 quilos acima de meu peso da época de modelo. Bem, melhor ser sincera: simplesmente 15 quilos.

Para minha idade- faço 50, em 28 de junho, perder 5 quilos me deixa muito bem até vestindo tamanho 40 nos jeans. Porém estou ainda acima com estes 5 quilos e vestindo 42 ou 44, ainda dependendo da modelagem, 46 na parte de cima.
As maduras que desfilaram, estão esbeltas de braços magrinhos. O que favoreceu o visual nos tomara-que-caia - modelos de roupas que dominaram os desfiles tanto para noivas como madrinhas e mães! Ficam belíssimos nestes biótipos de modelos de passarela, mas deveria cair de vez para quem além de não exercer esta profissão há 30 anos, é "normal" e com dobrinhas e braços roliços dignos dos 5 quilos a mais aos 50 anos.

Tudo bem, com tanto incentivo e carinho da karen, lá fui eu passar pelo crivo da dona Denise. Duas semanas depois me avisaram que fui escolhida. Não acredite?! Quase desisto. No dia da prova de roupas, todas as participantes de passarela estavam juntas e percebi que eu era a única que não estava no padrão modelo. Cheguei a falar com a Denise durante este processo: " Fique à vontade hein? Afinal tudo teria que ser remodelado para o meu corpo.
Gente! Que nada! Ela não só me manteve na equipe, como acrescentou: " é justamente o que quero mostrar, uma mulher madura com andar elegante e mais parecida com uma mãe normal" (e eu que estava saudosista dos tempos de passarela, daqueles dourados anos 80, de capa de revista...caí na real e sem salto)

Ora!! Até minha mãe me elogiou!!!! Ela nunca deu uma de mãe de miss nem quando eu desfilava aos 15 anos de idade! Meu marido, obviamente elogiou porque é muito incentivador e vaidoso, mas lá estava eu ao final doida para saber o que a Camila- enteada que é modelo profissional com 19 anos e 50 quilos, havia achado. Ouvi: " Você até que desfila bem! Arrematou com mais elogios. Obrigada Camilinha !

É engraçado, quando você faz isto profissionalmente é como ir ao trabalho todos os dias, você não precisa da família indo junto.  Nessa ocasião senti muita falta dos meus filhos Priscila e Armando- o Dinho-, ali me assistindo orgulhosos da mãe. Porque estas cenas eles só assistem em álbuns amarelados de fotografias e alguns recortes dos jornais e revistas em que eu aparecia.

Quer saber: me senti em meu dia de princesa. Sabe aqueles programas de TV que elegem uma mulher que escreveu uma cartinha para concorrer ao "dia de princesa" e ao ser escolhida vai toda feliz como se tivesse de repente se tornado a cinderela e passa o dia entre cabelereiro, novas roupas, registros fotográficos e filmagens para o "antes e depois" e saem transformadas? Pois é, me senti assim. Logo após o desfile me senti como que cumprida a missão a que me propus, além do compromisso de honrar as indicações e confiança de quem me indicou e de quem me aceitou. Deu tudo certo, mesmo após 30 anos que não pisava numa passarela. Não tropecei, não tremi e não deu friozinho na barriga - vantagem de apresentadora de eventos e TV- coisas que faço ainda na maturidade e me favoreceram para aparições públicas.

Levantei a cabeça e desfilei como miss...kkkkk...Isso mesmo! Acho que realizei o sonho de minha tia Socorro, que dizia a mim quando eu tinha apenas 8 aninhos, e era magrinha de perninhas finas: " minha sobrinha será aeromoça e miss" rs... Naquele dia na passarela realizei os dois sonhos dela: voei mais alto e em velocidade cruzeiro servindo sorrisos aos passageiros daquela viagem e para a outra missão de seu sonho: só faltaram o tchauzinho, o sorriso constante nos lábios com a cabecinha viradinha e o título com faixa.
Nossa como era longa aquela passarela!
Disse a minha mãe que fui a mais rápida nas passadas! Achei muito demorado meu retorno ao camarim e foram 3 entradas para todas.

Ainda bem, que até para bater as palmas- hábito já consolidado nas passarelas ao final de todos os desfiles de moda para os estilistas-, mantive meus braços grudados ao corpo..rs..Deus me livrou de dar o tchauzinho de miss. kkk

Porém vocês não sabem de um detalhe: havia planejado perder 5 quilos nos 2 meses que antecediam ao desfile, não consegui nem um grama sequer. Também, não fiz exercícios, nem sequer fechei mais ainda a boca. Passei por uma diplopia neste período- uma isquemia cerebral na área da visão- que me deixou mais nervosa ainda e ainda para ilustrar o fato, do dia em que aceitei o convite até o dia da prova das roupas, e ainda até 5 dias antes do desfile, eu ainda estava com a tal diplopia: enxergando tudo duplo. Um elemento transpondo sobre o outro. Sabe o que poderia ter acontecido se ainda fosse ao desfile sem estar curada? Teria literalmente esbarrado na modelo ao lado e caído da passarela, pois isto faz com que uma imagem lateral se encaixe na lateral esquerda e para enxergar normal teria que fechar um dos olhos!
Que horror seria. DEUS me curou em tempo, porque bem que eu iria cumprir o compromisso assumido assim mesmo.

Foi ótimo! Sinceramente fiquei orgulhosa por ter cumprido a missão com altivez e principalmente cumprido de forma profissional. Não me achei mais bonita nem que as mais maduras e nem estava com esta expectativa. Sinceramente, só queria dar conta do recado!
Cada uma com sua beleza. As mais jovens então, com a idade de minha filha, entre os 22 e 28 anos de idade, simplesmente perfeitas e para completar, eram todas lindíssimas, com exceção de mim e de uma jovem belíssima e de pela negra, as demais tinham olhos verdes ou azuis realçados com os holofotes nas passarelas. Como tive a oportunidade de assistir a um desfile no dia anterior, percebi como expectadora da turma do gargarejo- que naquelas primeiras cadeiras- pode-se enxergar até pelinhos no nariz.

Valeu karen Keller pelo apoio e incentivo além de sua delicada companhia e amizade que nos trouxe de volta à adolescência e ao convívio atual!
Seguindo o formato prêmio "Oscar": Agradeço ainda mais, à minha plateia pessoal: a mãe, o marido, a enteada e o noivo dela. Contando ainda com minha sobrinha neta de 5 aninhos que deseja ser cantora: Duda Delgado - a neta de meu falecido irmão que nem a conheceu!

Agora agradeço a você pela persistência de ler este relato do tipo" meu querido diário" até o final!


Daqui, o meu “tchauzinho” com os braços bem erguidos!!!

22 de abr. de 2010

ZEBRINHAS

Já percebi que na verdade escrever para um blog requer certa organização.
As vezes vou dormir pensando em algo e acabo montando um texto mentalmente, assim como quando estou a passeio no carro e fico em silêncio quando lá vem outro texto. Então creio que deveria recorrer ao velho bloquinho- mais um item pata meu kit sobrevivência - dentro de minha bolsa.

Quando sento aqui calmamente para escrever, fico mais de meia hora tentando lembrar os textos que montei naqueles momentos aqui citados e nada de lembrar sequer do tema.

Então me ocorreu agora uma situação que não vivia em Brasília desde a minha primeira gravidez, quando ainda fazia a primeira faculdade, e mesmo tendo o meu carro, para me transportar pela cidade, certo dia amanheci com o pneu furado na garagem de minha casa e minha enorme barriga da gravidez não me permitia trocar o tal pneu. O que contribuía ainda mais para minha total incapacidade de seguir para a faculdade sem chegar atrasada. O pior: era dia de prova e logo no primeiro horário. Peguei um micro-ônibus, que aqui chamamos de zebrinha e segui desolada pelo imprevisto. Por fim cheguei   atrasada, perdi a prova, chorei, mas hoje, recordando, ficou a lembrança de andar neste micro-ônibus podendo durante o trajeto, observar tudo a volta, perceber coisas na rua que dirigindo, mesmo fazendo o mesmo trajeto anos a fio, não podemos observar por motivos óbvios: atenção redobrada no trânsito.

Portanto revivi esta experiência nesta semana por motivo diverso, mas por não poder utilizar o carro como motorista. Um problema de saúde que requereu muitos exames e visitas a especialistas e assim diversas locomoções pela cidade. Mas isto me possibilitou reviver a experiência de poder percorrer a W3 de norte a sul podendo olhar para os lados, o comércio que cresceu e as pessoas circulando pelas faixas de pedestres. Tive uma sensação de felicidade que ultimamente anda me pegando de surpresa nos momentos mais simples do dia a dia, como num dia que andei do carro até o restaurante e senti o sol batendo em meu rosto remetendo-me a mesma sensação de liberdade proporcionada pelo passeio de ônibus pela minha velha e conhecida cidade, sensação sentida entre as frestas dos galhos de árvore em árvore durante o trajeto. Pois é, isto me estimulou o desejo de querer falar aos gestores de minha cidade, que por sinal não foi construída e pensada para aportar tamanho número de carros que hoje circulam em Brasília em seus 50 anos.

Temos aqui dificuldades de estacionar até no local de trabalho.
Sou a favor de transportes públicos, que atendam a toda população em vários trajetos e pontos da cidade. Recomendo inclusive e em especial, o “meu zebrinha”. Este poderia voltar a circular por todas as quadras e bairros com uma quantidade, planejamento e rotatividade para descermos de um ponto e seguir imediatamente a outro até o destino planejado. Como seria divertido para uma pessoa aposentada passear pela cidade. Claro que este Zebrinha só poderia transitar com lotação máxima para os passageiros mantidos sentados, nada de ficar se equilibrando entre uma freada e outra do motorista estressado pelo trânsito e amadorismo de certos motoristas de automóveis. Sem falar na demonstração de um misto de egoísmo e ganância que percebemos no trânsito com os motoristas, dá a sensação de que refletem o próprio caráter durante o trânsito.

Dificilmente alguém cede espaço no asfalto para o outro passar, sem contar que já não basta a dificuldade de vagas em estacionamentos públicos, alguns nem se preocupam em estacionar apenas em seu limite, ou atravessam o carro pegando parte da outra vaga, ou param atrás do carro estacionado, ou mesmo estacionam em local proibido estrangulando o trânsito e congestionando as tesourinhas.

Governador Rodrigo Rollemberg , percebo que não há fiscalização no trânsito para impedir estes abusos!

Registro aqui, apenas como consolo, mesmo que haja pouquíssima visitação em minha página, (ainda, diga-se de passagem) o meu protesto e desejo de assistir a minha bela cidade que já possui traços de cidadania, com o respeito ao pedestre, com faixas para ciclistas, mas que pode melhorar o trânsito estimulando os empresários a investir em transporte público de grande circulação e de qualidade que atenda a população independente de sua classe social, apenas para melhorar a qualidade de vida do cidadão e da cidade.

Por que não aumentar a quantidade de ZEBRINHAS enquanto não planejam ou concluem outros meios de estacionamentos verticais ou subterrâneos preservando a beleza e o tombamento histórico, devolvendo esta liberdade de ir e vir à população brasiliense, que ao contrário de outras cidades não possuem aquela estrutura que permite umas boas caminhadas conjuntas com nossos conterrâneos e desconhecidos transeuntes, rumando ao trabalho, ao lazer e diversas atividades da vida na cidade.

No próximo falarei de saúde e educação... assim como de acessibilidade em Brasília. Viu, acabei me lembrando dos diversos temas que me pegaram sem meu notebook a bordo ou mesmo o velho bloquinho de papel menos ecológico que este meio aqui, mas tão útil nestes momentos de inspiração e observação.


Inté!

3 de abr. de 2010

Meu sábado seguinte e as emoções contrárias como a 3ª lei de Newton

HOJE ACORDEI COM A CERTEZA DE QUE TEMOS O DIA DE HOJE COMO GARANTIDO.


ENTÃO vamos abraçar, comemorar, telefonar para os amigos na hora em que nos lembramos deles, falar das saudades e dizer apenas isto ao menos. 1-Vamos fazer do hoje como não nos fosse prometido o amanhã, exatamente como é. 2- Continuemos pensando e sonhando com a vida eterna e assim construindo para o dia seguinte.

Partindo da primeira premissa, aproveitei a visita da filha para finalmente comemorar o aniversário dela. Infelizmente foi um dia triste para uma família inteira e nós duas estávamos completamente envolvidas e justamente no dia em que se comemorava a vida da Pri, se foi uma pessoa importante na família do meu marido, especialmente dos meus enteados.

Assim, D.Sylvia, minha sogra, topou com toda a disposição do alto de seus 81 anos e da benção de ser uma agregadora da família por vocação, fazer a maravilhosa feijoada que todos apreciam verdadeiramente e minha filha Priscila não poderia ser diferente. Sempre que menciona esta feijoada, além de salivar, literalmente brilha os olhos. Ao final a abençoada sou eu. Pude finalmente comemorar sem planejamento algum o aniversário dela, mesmo três meses após e com direito a um bom número de familiares presentes, com quórum suficiente para uma comemoração digna, e com bolo molhadinho de puro chocolate, além das velinhas que ascendem repetidas vezes nos dando tempo de fazer a surpresa. Ainda aproveitar a próxima ascendida, para registrar com fotos o assoprar nelas da bela aniversariante.


Incrível a carinha dela fazendo coro aos parabéns e palmas, que todos conjuntamente praticavam, todos mesmo, incluindo ela, sem saber a quem parabenizavam naquele instante, com total expressão de surpresa! Foi linda a reação de satisfação e surpresa no rosto de minha filha. Momento que não pude registrar porque estava com o bolo em minhas mãos, mas está na minha memória materna de mais que um prazer, um dever cumprido! Sei que estou numa fase piegas neste meu blog. Até a minha amiga Ana Flávia-que me deu a ideia do título do blog, perguntou se minha intenção era apenas algo intimista (acho que ela sugeriu que eu estava praticando um velho e conhecido "diário", daqueles que se fazia na adolescência. Juro que passará, como tudo que amadurece!  Como deve ser a vida das pessoas que “duram” com a dureza da racionalidade e equilíbrio. Eu conheço a vida dos emotivos que “vivem” e para estas, não há garantia de saúde nem a mesma longevidade dos que duram.  E assim sigo pensando por que Deus me acha merecedora de ser uma pessoa feliz, ou será por misericórdia apenas? Flagro-me como os jogadores de futebol em entrevista ao relatar sobre o gol que fez para o time “agradeço primeiramente a Deus e ao apoio de minha família”... rs. Veja bem, sou apenas uma torcedora e sequer com recursos para patrocinar o time ou ao menos assistir as partidas in loco. Mas sigo torcendo como se tivesse em campo e criticando como se soubesse jogar ou ao menos com o fôlego dos jovens atletas. Isto se aplica à família.   Seja como for e, apesar de tudo que já vivi, até minhas perdas foram sentidas com o máximo de intensidade beirando à loucura e a depressão. Dizem que sou dos extremos. Não concordo. Vivo até o morno como morna. Assim como nos momentos de felicidade choro de emoção entre lágrimas e sorrisos como um ser patético. Mas ainda assim, adoro o mundo dos sentidos demonstrado com emoções extremas.  Mais um sábado delicioso!

29 de mar. de 2010

DOMINGO. Itacaré na Bahia

Domingo.


Peguei-me votando no big brother 10, rsss. Logo eu que era cheia dos discursos do tipo: “nem pensar em perder tempo com isso, ou, só bobagem e não há ninguém interessante, culto, que passe alguma informação relevante no bate papo entre eles, etc...Então me dei conta de que são pessoas comuns e que tão lá apenas pelo prêmio mesmo ou uma chance "de quebra", como "rolar" mídia, comerciais, fotos em revistas de fofocas de celebridades, mesmo sem levar o prêmio. Não me identifiquei com as pessoas. Não sou especialmente intelectualizada, mas não faria tudo por dinheiro. Ao mesmo tempo é necessário ter coragem para tanta exposição pessoal e isso é admirável naqueles jovens indivíduos! Torci para a Lia ficar para a final.

Não assisto como telespectadora assídua e só iniciei por causa da minha filha e apenas nos dias de votação. Não tenho paciência nem tempo para assistir a tudo todos os dias, muito menos o big sonho de ganhar um milhão e tanto sem ao menos ter apostado na loteria ou apostado num big projeto de trabalho. Mas por fim votei várias vezes na Lia, para que permanecesse na "casa" porque achei que a Fernanda já era bastante privilegiada pelas características pessoais e já teria uma boa chance de se dar bem na vida e ganhar seu milhão e meio ao longo dela. Ao passo que a Lia merecia um pouco de minha pequena solidariedade. Uma moça triste! Só isto tenho a dizer ao vê-la mesmo sorrindo, ainda mais quando admitiu ser menos solitária ali  e com o olhar bem desiludido. Não deu... não fiquei triste, mas questionei o julgamento que as pessoas fazem ao escolherem as “perfeitinhas” como se tivesse escolhendo um modelo para si mesmo. Assim, com a mesma motivação em que se folheia uma "Caras". Queremos nos identificar com o ideal a que buscamos. Nada de solidariedade com quem é "normal' do tipo que explode, que chora, que fala, que se arrepende, que se manifesta com intensidade. Uma pessoa comum, que se desequilibra, que não está há 10 anos na terapia ou que já nasceu com o gen do equilíbrio. Incrível ! Absurdamente, como nos comportamos diante dos iguais...
A vida continua para eles também!

Resolvi comprar floreira e terra para plantar as sementes de rúculas que trouxe de Itacaré e que me esperava num saquinho verde com fitinha rosa há um mês...Dizem que as pessoas realizadas tiveram filhos, escreveram livros e plantaram uma árvore. Será que blog está valendo? E plantar milho ou rúcula? O Eduardo diz que não vale por que as árvores permanecem por gerações. E quanto ao Blog? Só porque não é editado em uma gráfica e segue para as prateleiras? Está bem. Também não estou escrevendo nada que mereça ser lido por diversas pessoas pagantes. Com certeza ninguém colocaria meus comentários em uma prateleira e emprestaria a um amigo com pedido de dois V(s).

Ganhei as sementes do dono de uma pizzaria ótima de Itacaré. A rúcula da pizza era do quintal dele. Um paulistano que chegou há cinco anos em Itacaré com seis mil reais no bolso e hoje tem um bom restaurante “point” na cidade.

Sim, tem sementes de rúculas em Brasília... claro que sim. Mas quanto ao simbolismo? E a energia daquela terra cacaueira, dos empreendedores idealistas das praias agrestes! Imagina sobreviver com dignidade sem pretensão de adquirir um bom patrimônio ou "crescer muito" como desejam os empreendedores, só para não se distanciar daquele paraíso chamado Itacaré.

AVC? Para eles é “a vencer” e não sucumbir ao apelo familiar, de: " volta, aqui você tem mais chance de emprego, um concurso público, trabalhar no negócio da família, etc. Ou ao apelo daqueles que te ligam ao coração e vivem bravamente nos grandes centros. Então palmas aos sobreviventes do AVC.

Agora vou espiar todos os dias esta fonte de inspiração de uma vida a vencer o consumismo e a corrida desleal ao ouro, nos grandes centros. Nada de cabeleireiros ou maquiagem, grifes e joias, ou mesmo carrões. Uma bike, um bom par de e as "velhas havaianas"! Tudo natural e um banho de sol com as carícias das águas mornas e salgadas da praia paradisíaca e afrodisíaca de Itacarézinho...

Porém, também adoro os domingos. Domingos preguiçosos, com chuva, com sol, lua cheia, em família ou simplesmente a dois em casa. No planalto central...bem no centro de minha mente/coração!


9 de mar. de 2010

No Dia internacional da MULHER uma homenagem aos homens de nossas vidas.


Um dia em que se comemora a participação ativa da mulher como cidadã... Tudo bem, já estamos em maioria no mercado de trabalho, desde a menos habilitada a mais bem formada para o mercado. É fato que todas temos que sobreviver e manter nossas necessidades, mesmo além das básicas, como para quem pode manter o seu próprio luxo. Basta visitar uma joalheria e percebem-se as mulheres comprando suas próprias joias. Na época de minha mãe, "joias se ganhava do marido" ainda comenta ela quando assiste a este fato da modernidade feminina. Apesar de não precisarmos mais dos homens para comprar nosso batom, até em atividades com menor remuneração, hoje todas nós temos acesso aos mínimos atos de manutenção de nossa vaidade. Será que é verdade que a gente se arruma para a aprovação das amigas? Não acredito! Falando por mim, quero mais é me sentir bem, e no máximo manter o interesse do parceiro. Basicamente não podemos criar tribos contrárias ou "guerra dos sexos" com expressões como: "somos melhores que eles nisso ou naquilo". Vamos considerar que ambos têm suas habilidades, capacidades, e destacam-se nas que se aproximam mais de suas capacidades cognitivas. Bem na verdade sempre existiu um homem em nossa vida. Iniciando pelo pai, ou mesmo sob a influência da ausência dele, ainda assim eles nos influenciam para o bem ou para o mal dependendo da particular história familiar ou de formação de cada uma - mas somos resultados de elementos comportamentais sob influências deles também. Concordo com Gasset quando diz que "o homem (pessoa) é ele e as circunstâncias". Pais, irmãos, colegas de estudo, de trabalho, amigos, namorados e maridos.
Obviamente considerando apenas "os do bem", então por que não homenageá-los em pleno século 21! Afinal em todos os ambientes em que atuamos temos sempre alguém do gênero masculino nos admirando, nos incentivando e nos incluindo quando identificam nossa capacidade como a qualquer pessoa habilitada de qualquer gênero.
Preconceito muitas vezes existe, e competição deles conosco no mercado de trabalho também, até raiva das mulheres que usam outros artifícios que não seja a própria competência laborativa- quando as têm, para trilhar no mesmo espaço. Claro que é pré-existente em nossa sociedade o preconceito para com as mulheres bonitas e se ainda associado a isto a juventude. Sendo ela ocupante de um posto de destaque no trabalho podem dizer: "Jabuti quando está em cima da árvore é porque deu enchente ou alguém o colocou lá" Por que não considerar que ela enfrentou um "tsunami" e com a força dos braços se segurou na árvore bem enraizada- sua própria capacidade? Agora, se foi utilizado outros artifícios, então vira concorrência desleal e ilegal. Com atitudes assim é que nos desmoralizamos e perdemos espaço, ao utilizar atos de sedução feminina inadequadamente em ambiente de trabalho. Isso não vale e "é jogo baixo"- expressão bem típica dos anos 80! Não precisamos ser tão austeras ou sequer manter a aparência e atitudes mais próximas da masculina sem nenhuma demonstração de vaidade típica da maioria das mulheres para sermos respeitadas. As atitudes contam mais que a aparência. Com certeza somando-se a isto a moderação.

Voltando ao ponto, venho aqui aproveitar para homenagear a todos os homens que de alguma forma ou em algum momento me deu uma chance de crescer como pessoa e consequentemente como mulher. Meu pai, especialmente, in memoriam, também meus avôs, meus irmãos, meu filho, meus amigos, genro, enteados e em especial meu grande marido! Meu big companheiro e incentivador em todas as minhas atividades. Homenageio sim as mulheres amigas, colegas, filha, tias, sobrinhas, enteada, cunhadas, minha sábia sogra e minha sábia e guerreira doce mãe. Mas não dá para esquecer todas as mulheres conhecidas ou pessoalmente desconhecidas, que de alguma forma deixam "seus recados" a nós com suas conquistas e exemplos dos mais diversificados. Felicidade por ser mulher por maior ou mesmo duradoura que seja a batalha, mas que não percamos a força e persistência: tão típicas características femininas. VIVA a vida e vamos em frente!